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1 - ESCRITURAS COM VALOR DECLARADO 1.1. Conversão do item "1" da Tabela de UFESP para Reais. Quando da conversão da tabela de escrituras com valor declarado, publicado em Ufesp's, para valores em reais, os centavos dos valores básicos e dos emolumentos serão desprezados, nos termos do § 6º do artigo 1º da lei 4.476, modificado pelo artº 4º da Lei 9.250/95. 1.2.As custas, emolumentos e contribuições devidas pelos atos praticados pelo Notário, relativamente à lavratura de escrituras, serão calculados sobre um dos seguintes valores, o que for maior:
1.3.Nas hipóteses de hipoteca, penhor ou locação, bem como nos demais casos semelhantes, as custas, emolumentos e contribuições serão calculados sobre valor econômico do negócio jurídico, ou a atribuição de valor do bem para fim de execução, declarado pelas partes. 1.3.1.As escrituras de locação cujo prazo é indeterminado, o cálculo será feito sobre o valor de doze alugueres. 1.4. No caso de usufruto, as custas, emolumentos e contribuições serão calculados sobre a terça parte do valor do imóvel, observado o disposto no sub-item 1.1. 1.5. As custas, emolumentos e contribuições terão os respectivos valores reduzidos de 50% (Cinquenta por cento), na lavratura de escrituras de compromisso de venda e compra. 1.6. O valor das custas, emolumentos e contribuições pela lavratura de escrituras de quitação e das de emissão de debêntures, será de 1/5 (um quinto) do valor fixado para as escrituras com valor declarado. 1.7. Se a escritura se referir a mais de 1 (um) imóvel, o valor das custas, emolumentos e contribuições, será calculado integralmente sobre aquele de maior valor, mais 1/3 (um terço) das custas, emolumentos e contribuições calculados sobre cada imóvel adicional.
1.8. Pelas Atas Notariais com valor declarado, serão cobrados os mesmos valores das escrituras. 2 - LOTEAMENTOS REGULARIZADOS OU REGISTRADOS 2.1. Os emolumentos terão os respectivos preços reduzidos pela metade nos atos relativos a:
3. IMÓVEIS FINANCIADOS POR ENTIDADES FINANCEIRAS 3.1.Os emolumentos serão calculados pela tabela de escritura com valor declarado, aplicando-se uma redução de 40% (quarenta por cento). 3.2. Mesmo que a escritura contenha outros atos acessórios, será cobrado apenas um ato, o de maior valor, não se aplicando neste caso, a regra da nota 5.1. 3.3.A base de cálculo será o valor total do imóvel, no caso de prédio acabado. 3.4. A base de cálculo será a soma do valor do terreno mais o financiamento para construção, no caso de aquisição de terreno com financiamento de prédio a ser construído. 3.5. Estas reduções se aplicam nos seguintes casos:
4. ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (DIRETA OU INDIRETA, CENTRALIZADA OU DESCENTRALIZADA). 4.1. A União e o Estado, e suas respectivas autarquias não estão sujeitos ao pagamento de custas, emolumentos e contribuições à Carteira de Previdência das Serventias Não Oficializadas, em quaisquer atos praticados pelos serviços notariais. (Artigo 2º da Lei 4.476/84). 4.2.Os Municípios e as respectivas autarquias somente estão sujeitos ao pagamento dos emolumentos de atos praticados em serventias extrajudiciais, estando portanto, isentos do pagamentos das custas e da contribuição à Carteira de Previdência das Serventias Não Oficializadas.(§ 1º do Artigo 2º. da Lei 4.476/84). 5. OUTROS ATOS ALÉM DA ESCRITURA 5.1.Se a escritura contiver, além do negócio jurídico principal, outros que lhe forem acessórios, entre as mesmas partes ou não, o preço será calculado sobre o negócio de maior valor, com acréscimo de 1/4 (um quarto) do preço de cada um dos demais, observando o disposto nas Notas 1 e 2.
5.2. Quando em qualquer escritura houver outorga de procuração, também serão devidas as custas, emolumentos e contribuições sobre a prática deste ato. 5.3. As intervenções ou anuências de terceiros não autorizam acréscimos de preço, a não ser que impliquem outros atos. 6. TRASLADO. 6.1. No preço da escritura, procuração ou substabelecimento, se compreende o primeiro traslado. 7. TRANSIÇÃO DE DOCUMENTOS. 7.1. Nenhum acréscimo será devido pela transcrição, nos atos notariais, de alvarás, mandados, guias de recolhimento de tributos, certidões em geral e outros documentos, nem pelo arquivamento de procuração, ou de qualquer outro documento necessário à prática do ato. 8. ESCRITURA DE INCORPORAÇÃO, ESPECIFICAÇÃO E CONVENÇÃO DE CONDOMÍNIO 8.1. A base de cálculo do preço das escrituras de incorporação, especificação e convenção de condomínio será obtida da seguinte forma:
9. PROCURAÇÕES 9.1. EM CAUSA PRÓPRIA: o valor das custas, emolumentos e contribuições pela lavratura de procurações em causa própria (quando há isenção de prestação de contas, e caracterização de alienação), será igual ao fixado para escrituras com ou sem valor declarado, conforme o caso. 9.2. - COM SUBSTABELECIMENTO OU COM REVOGAÇÃO: quando num mesmo instrumento, além da procuração, contiver mais substabelecimento ou revogação, os valores das custas, emolumentos e contribuições serão calculados por inteiro, e por ato. 10. ACRÉSCIMOS POR ATOS PRATICADOS FORA DO HORÁRIO NORMAL OU FORA DO TABELIONATO 10.1. - Nos atos sem valor declarado, lavrados fora do tabelionato, e/ou fora do horário normal do expediente, exceto quando de interesse dos órgãos públicos em geral, os preços serão cobrados em dobro. 11. CONTRIBUIÇÃO À ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS MAGISTRADOS. 11.1. A contribuição a que se refere a Lei nº 3.724, de 14 de março de 1983, tem como base de cálculo, o valor do emolumento destinado ao Serventuário. 12. ATOS DECLARADOS INCOMPLETOS OU SEM EFEITO 12.1. Pela escritura, procuração ou substabelecimento declarados incompletos, por falta de assinatura, por culpa ou a pedido de qualquer das partes, será devido 1/3 (um terço) do preço. Se não for consignado o motivo, responderão solidariamente pela terça parte das custas e contribuições, o Escrevente e o Notário. Se o ato for declarado sem efeito por erro de redação, ou de impressão, e se nenhuma das partes o houver assinado, nada será devido. 13. RECONHECIMENTO DE FIRMAS. 13.1. Nos reconhecimentos de firmas de cópias do mesmo documento, de atos relativos a contratos particulares do compromisso de venda e compra oriundos de loteamentos regularizados pelas Prefeituras Municipais (Lei 6.766 de 19 de dezembro de 1979), e dos atos relativos a contratos de compromisso de venda e compra não quitados, de lotes isolados de loteamentos não registrados cujo valor venal não seja superior a 500 (quinhentas) UFESP's, e cuja área não ultrapasse a 300 (trezentos) metros quadrados, cobrar-se-á 20% (vinte por cento) do valor das custas, emolumentos e contribuições previstos para o reconhecimento de firmas. 14. AUTENTICAÇÕES E CÓPIAS REPROGRÁFICAS 14.1. A cada página de documento copiada corresponderá a uma autenticação. 14.2. Pela autenticação de cópia da frente e do verso do CIC, do título de eleitor ou de cédula de identidade válida em território nacional, será cobrada apenas uma autenticação. 14.3. Quando a cópia reprográfica for extraída em máquina própria da serventia, o notário repassará o custo operacional à parte, até o máximo de 0,026 Ufesp's. 15. DESPESAS DE SERVIÇOS EXTRANOTARIAIS 15.1. O Notário que se incumbir da prestação de serviços que não são de sua competência exclusiva e nem de sua obrigação, mas necessários ao aperfeiçoamento do ato, poderá repassar apenas as despesas efetuadas e custos efetivos, desde que expressamente e autorizado pela parte interessada. 16. DEPÓSITO PRÉVIO 16.1. Os notários poderão exigir depósito prévio, nos limites das tabelas, das despesas totais dos atos a serem praticados, fornecendo aos interessados obrigatoriamente, recibo provisório, com a especificação das parcelas. 16.2. Os notários poderão exigir depósito prévio destinado ao pagamento de impostos em geral, certidões, registro de imóveis e outras despesas necessárias à prática dos atos notariais, fornecendo recibo de depósito, com especificação de todas as parcelas. 17. COTA 17.1. Os notários deverão cotar em todo ato praticado e em toda a peça fornecida aos interessados, o valor total com especificação das parcelas respectivas, das custas, emolumentos e contribuições, além de qualquer outro pagamento reembolsável.
18. COBRANÇA INDEVIDA 18.1. Contra a cobrança indevida de custas, emolumentos, contribuições e despesas, poderá o interessado reclamar, por petição ao Juiz Corregedor Permanente. 18.2. Sem prejuízo da responsabilidade disciplinar, os serventuários e auxiliares da justiça que receberem dolosamente, custas, emolumentos, contribuições e despesas indevidas ou excessivas, infringirem as disposições desta tabela, serão punidos com multa de 100 (cem) a 500 (quinhentas) UFESP's, imposta de ofício ou a requerimento, pelo Juiz Corregedor Permanente, além da obrigação de restituir em décuplo a importância cobrada em excesso ou indevidamente. 18.3. Na mesma pena incorrerá o notário que, dolosamente, ou para angariar serviço, conceder descontos, mesmo que somente dos emolumentos. 19. GRATUIDADE 19.1. Os mandados judiciais extraídos dos feitos onde a parte for beneficiada da gratuidade, deverão ser cumpridos independentemente de custas, emolumentos e contribuições, caso assim seja determinado pelo Juízo. |